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Arte na Primeira Infância
Experimentar, criar, transformar, expressar. Arte é dar forma estética ao que se vivencia. Longe de se reduzir à atividade plástica, ela significa, primeiramente, aprender a olhar, contemplar e sentir — exatamente o que a criança mais gosta de fazer quando tem liberdade.
O processo criativo segue regras de composição: proporção, equilíbrio, alinhamento, contraste, ritmo e espaço negativo — o vazio que permite à obra "respirar". São princípios fundamentais para organizar elementos de forma agradável e clara. O jovem artista, contudo, ainda os desconhece; no início de sua jornada, ele precisa de mentoria, ambiente adequado, material, tempo e silêncio para desdobrar suas fantasias.
A leveza e a espontaneidade da infância permaneceram vivas em grandes nomes da vanguarda e encontraram expressão em suas obras. Outros viveram a intensidade do brincar na dança, no circo, na dramaturgia, na escultura e em outras linguagens artísticas.
Pablo Picasso sintetizou essa busca ao afirmar que "a arte é a mentira que nos ajuda a ver a verdade" e terminou confessando: "Levei quatro anos para pintar como Rafael, mas uma vida inteira para aprender a pintar como uma criança."
Apreciar o trabalho artístico infantil com respeito e sem julgamentos fortalece a autoestima da criança, que deve ser levada a sério em sua respectiva etapa de desenvolvimento, pois o caminho não a leva de um desenho pior para um melhor, mas sim de um traço menos diferenciado para um mais diferenciado, cada vez mais rico, complexo e único.
Esta seção está sendo preparada. Em breve, você encontrará aqui conteúdos sobre a experiência artística e sua importância na infância.