Livro de Contrastes: Primeiras Imagens para o Desenvolvimento Visual

Imagens do livro "Erste Bilder für Babyaugen", de Alice Hoffmann. (Oetinger, 2023)

Imagens do livro "Babys erstes Kontrastbuch", de Igor Dolinger. (Carlsen, 2025)

Nos primeiros meses de vida, os olhos do bebê reagem de forma especialmente intensa a contrastes fortes e cores vibrantes. O livro de contrastes não se apresenta apenas como uma atividade empolgante; ao mesmo tempo, é um importante apoio ao desenvolvimento visual da criança.
Além de estimular a visão, esses livros podem ser explorados de diferentes maneiras ao longo do dia — no colo, no berço, durante o tummy time (tempo em que fica de barriga para baixo) ou mesmo como móbile —, oferecendo oportunidades de interação entre pais e bebês e fortalecendo o vínculo afetivo.
Alguns modelos mais sensoriais incluem texturas e elementos sonoros, contribuindo para o estímulo tátil e auditivo, ao mesmo tempo em que auxiliam no desenvolvimento da coordenação olho-mão e da percepção de padrões. A variedade de imagens e formas também acompanha o crescimento do bebê, permitindo que a exploração seja adequada a diferentes idades e fases do desenvolvimento.
Com padrões marcantes em preto e branco ou imagens coloridas de animais e objetos do cotidiano, o livro de contrastes — bastante difundido no formato leporello (sanfona) — convida à observação atenta e à descoberta. Trata-se de uma introdução fascinante ao mundo dos livros para os pequeninos.
Informações técnicas sobre o livro:
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Indicação etária: bebês de 0 a 9 meses (especialmente eficaz entre 3 e 6 meses);
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Formato: disponível em formato tradicional ou em leporello (sanfona), permitindo que o livro fique aberto em superfícies planas ou seja explorado página a página;
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Conteúdo: padrões de alto contraste em preto e branco e/ou combinados com cores intensas e imagens simples;
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Objetivo pedagógico: estímulo da percepção visual (formas, cores e contrastes), da atenção e da concentração;
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Material e segurança: livro cartonado, resistente e adequado ao manuseio por crianças pequenas, com cantos arredondados e materiais atóxicos.
Cartões de estímulo visual: uma alternativa complementar
Não somente por meio de livros, mas também com o uso de cartões com padrões detalhados, é possível promover a estimulação visual. Fabricantes sugerem que os cartões sejam apresentados a uma distância aproximada de 30 a 40 cm do bebê e movimentados lentamente para atrair sua atenção visual. Após alguns segundos, quando o bebê fixa o olhar no cartão, este deve ser substituído por outro.
Considerando que a visão do bebê ainda é pouco nítida nos primeiros meses após o nascimento,
essa atividade pode contribuir, desde cedo, para o desenvolvimento da memória instantânea no
emisfério direito do cérebro*, favorecendo a capacidade da criança de memorizar informações em
um curto espaço de tempo.
As descrições dos produtos devem ser verificadas com atenção, pois é divulgado que os cartões
de estímulo visual possuem dupla camada e superfície fosca com tratamento antirreflexo, o que
não prejudicaria os olhos do bebê. Além disso, afirma-se que os cartões de contraste são
impressos com tinta vegetal ecológica, vibrante, fresca e sem odor.
Com base nessas informações, pais e educadores também podem confeccionar seus próprios cartões
em casa e discutir essa prática com os médicos responsáveis pela criança.
*O cérebro é dividido em dois hemisférios. O hemisfério esquerdo está mais relacionado ao pensamento lógico, à linguagem e à análise detalhada, enquanto o hemisfério direito está associado à percepção visual, aos padrões, às imagens, ao ritmo e à memória visual rápida. Nos primeiros meses de vida, estímulos visuais simples e de alto contraste tendem a ativar principalmente o hemisfério direito, que se desenvolve de forma mais intensa nessa fase inicial.

