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Livro Ilustrado: Imagem, Leitura e Emancipação da Criança

Para os mais jovens, uma verdadeira revolução! O livro ilustrado conquistou o público ao construir a narrativa literária por meio da interação entre texto e imagem.

As ilustrações não são apenas elementos decorativos — “desenhos bonitos” ou “figuras reluzentes” destinadas a chamar a atenção das crianças —, mas constituem uma poderosa ferramenta de emancipação intelectual e alfabetização visual.

Muitas vezes, a imagem traz informações que o texto verbal não explicita. Assim, texto e imagem passam a compartilhar a responsabilidade na difusão da informação, especialmente na contação de histórias, complementando-se e dialogando entre si.

Clássicos mundialmente conhecidos: The Very Hungry Caterpillar (Uma Lagarta muito Comilona), do estadunidense Eric Carle, é um dos livros ilustrados mais vendidos de todos os tempos e um verdadeiro clássico da literatura infantil. Curiosamente, foi impresso pela primeira vez em junho de 1969 no Japão, pois nenhuma editora nos Estados Unidos conseguia fabricar de forma econômica um livro com os furos nas páginas que Carle havia projetado. Outro marco da literatura infantil é The Tale of Peter Rabbit (A História de Pedro Coelho), escrita e ilustrada por Beatrix Potter em 1902. Desde o lançamento, a obra se mantém em circulação ininterrupta, consolidando Potter como um expoente da literatura britânica para crianças. Na Holanda, em 1955, surgiu Nijntje, a famosa coelhinha criada pelo ilustrador Dick Bruna (1917–2007). Originalmente em formato retangular, com formas simples e cores primárias, a personagem teve seu nome alterado posteriormente para Miffy, a fim de facilitar sua internacionalização, já que o nome original era difícil de ser pronunciado. A partir de 1959, a série passou a adotar o formato quadrado e, até hoje, já vendeu mais de 85 milhões de cópias em todo o mundo, traduzida para dezenas de idiomas. 

O impacto do livro ilustrado na formação infantil

Seja na criação de significados, no estímulo à imaginação ou na ampliação da experiência de leitura, o livro ilustrado atua diretamente no desenvolvimento infantil, funcionando como um agente fundamental em diversos aspectos, tais como:

Porta de entrada para a autonomia: para crianças que ainda não dominam a leitura verbal, a ilustração permite que realizem uma leitura autônoma das imagens, antecipando sentidos e interpretando cenários e expressões, mesmo quando a leitura é mediada por um adulto. Esse processo fortalece a autoconfiança e favorece a aprendizagem.

Construção ativa de sentidos: diferentemente do texto escrito, que tende a ser mais direto, a imagem exige que a criança observe, interprete sinais visuais e construa sua própria narrativa mental, estimulando o pensamento crítico e a capacidade interpretativa.

Ampliação do repertório emocional: livros com diferentes estéticas — cores vibrantes, tons sóbrios ou traços abstratos — impressionam a criança visual e emocionalmente, levando-a a fazer associações e a reconhecer sinais de emoções como alegria, tristeza, medo ou dúvida, além de aproximá-la do universo das artes visuais.

Estímulo à imaginação e à criatividade: as ilustrações funcionam como “iscas” que atraem a atenção e expandem o universo infantil, permitindo que a criança observe detalhes e imagine outros que o texto muitas vezes não revela.


Contextualização e compreensão: a imagem auxilia na compreensão do contexto da narrativa, facilitando a assimilação de novos conceitos e vocabulário por meio da associação entre figuras e ideias.

Marcos históricos dos manuscritos e dos livros impressos

 

  • Livro impresso mais antigo conhecido:
    Sutra do Diamante (868 d.C.), da China. Trata-se de um rolo de papel com cerca de cinco metros de comprimento, que apresenta uma ilustração na folha de abertura — equivalente ao que hoje chamamos de capa —, produzida por meio de uma xilogravura (imagem entalhada em uma matriz de madeira, entintada e posteriormente impressa junto ao texto), representando o Buda.

     

  • Primeiro livro ilustrado para crianças:
    Orbis Sensualium Pictus (traduzido geralmente como O mundo visível em imagens ou O mundo dos sentidos em figuras), publicado em 1658 pelo educador e escritor checo Johann Amos Comenius. Considerado um marco na história da educação, o livro trouxe ilustrações produzidas por meio de xilogravuras para ensinar nomes de objetos, animais e atividades cotidianas às crianças. Estruturado como um manual escolar, sua primeira edição foi bilíngue (latim–alemão), o que contribuiu para sua ampla difusão e influência nas escolas europeias.

     

  • Primeiro livro impresso no Ocidente:
    A Bíblia de Gutenberg (c. 1455), o primeiro grande livro produzido com tipos móveis na Europa. Embora o texto fosse impresso, muitas cópias foram posteriormente ornamentadas à mão com ilustrações e letras capitulares decoradas (iluminuras), de modo a preservar a estética dos manuscritos medievais.

     

  • Primeiro livro de fotografias:
    The Pencil of Nature (1844–1846), de William Henry Fox Talbot. É considerado o primeiro livro comercialmente publicado a utilizar fotografias reais, coladas manualmente em suas páginas, marcando o início da fotografia como recurso narrativo e documental no formato livro.

     

Edições brasileiras do gênero:

Clássicos da literatura infantil incluem O Menino Maluquinho, de Ziraldo, publicado inicialmente pela Editora Melhoramentos em 1980 e, posteriormente, pelo próprio autor em várias edições, sempre mantendo as ilustrações originais, muito admiradas pelo traço divertido e inventivo; Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato, cuja primeira publicação data de 1920, dando início a uma série composta por vários livros (sendo o primeiro A Menina do Narizinho Arrebitado), que ganhou diferentes edições ilustradas ao longo dos anos, algumas com ilustrações de Manoel Victor Filho ou Gustavo Rosa; e obras de Lygia Bojunga Nunes, como A Bolsa Amarela e O Sofá Estampado, valorizadas pela sensibilidade visual e pela narrativa transmitida.

Para crianças de 0 a 3 anos, destacam-se obras com ilustrações fortes, cores vivas e textos curtos. Entre elas estão A Lagarta Comilona, de Eric Carle, Miffy, de Dick Bruna, e a Coleção Peixe Vivo, de Eva Furnari, da qual fazem parte ​​​​​Todo Dia, Cabra CegaDe Vez em Quando e Esconde-Esconde.

ISBN-13: ‎978-6555395655

 ISBN-13:978-8595201392

ISBN-13: 978-8589020039 

ISBN-13: 978-8508028276

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Edilene Florentino Jäger

Jornalista e educadora, com especialização no desenvolvimento infantil de zero a três anos de idade. Desde 2006 integrando equipes pedagógicas de instituições de educação infantil, na Alemanha.

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